Mais cinco madeireiras são alvo de operação contra extração ilegal; fotos

Mais cinco madeireiras são alvo de operação contra extração ilegal; fotos

Cinco madeireiras do município de Buritis foram alvos da Operação Verde Brasil 2, coordenada pelo Comando Conjunto Amazônia, por intermédio da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Bda Inf Sl) para frear crimes de extração ilegal de madeira e desmatamento na manhã da última terça-feira (16). O RONDONIAGORA acompanhou parte das ações.
Participaram da ação 142 pessoas da Força Aérea Brasileira (FAB), Polícia Federal (PF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam/RO), e Polícia Militar Ambiental (PMA).
O comandante da 17ª Brigada, general Luciano Batista de Lima, enfatizou que a fiscalização já ocorreu em grandes polos de madeiras como Candeias do Jamari, Ponta do Abunã, Nova Califórnia, Extrema e Cujubim. “É um trabalho de pesquisa, técnico, feito com muito cuidado para chegar às áreas de desmatamento, que sempre ao lado existem áreas de madeireiras que escoam madeira ilegal para fora do Estado e do Brasil. Por isso nós temos o apoio da PRF que atua de maneira intensa juntamente com a Marinha do Brasil”, disse.
Luciano Batista disse ainda, que as multas aplicadas durante desde o início dos trabalhos de fiscalizações da Operação Verde Brasil 2, que começou no início de maio deste ano, chegaram a R$ 50 milhões e mais de 11 mil metros cúbicos de madeira foram apreendidas. “Estamos atuando em todas as áreas dos crimes ambientais em Rondônia, Acre e Sul do Amazonas”, esclareceu.

Além do combate ao crime ambiental, o general Lima disse que várias entidades públicas e privadas recebem a doação de madeiras apreendidas para serem utilizadas em obras e recuperação de pontes. Ele explicou ainda, que entidades privadas também podem solicitar as doações.
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De acordo com o delegado da Polícia Federal, Antônio Franco, um dos objetivos dos órgãos de fiscalizações é identificar os crimes ambientais praticados em nosso Estado, e principalmente identificar as organizações criminosas que vem devastando a madeira e recursos naturais. “Várias pessoas foram presas durante esses trabalhos, apreensões foram realizadas, sequestro de bens e muitos processos judiciais em fase de julgamento. Nosso objetivo é ajudar o desenvolvimento do Estado, de uma maneira sustentável, dentro da legalidade, uma vez ultrapassada a linha da legalidade a Polícia Federal vai atuar juntamente com o Exército”, diz.

O comandante do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, Glauber Souto, afirmou que na madeireira onde a imprensa acompanhou parte dos trabalhos, foram encontradas várias espécies de madeira como roxim, garapeira, oiticica, tauari carvão, cumaru e entre outras. “São madeiras que tem o corte permitido, desde que seja em uma área legal. Depois do levantamento de pátio, é feito uma conferência contábil com o que existe no Documento de Origem Florestal (DOF) da Sedam. Então os nossos técnicos vão bater tudo o que tem no pátio com o que tem no sistema, o que estiver a mais é madeira ilegal”, explicou.
Por outro lado, o comandante da Polícia Militar Ambiental disse que suas equipes realizam várias fiscalizações com a deflagração da Operação ILEIA que consiste justamente em trabalhar em áreas de desmatamento. “Então, antes das nossas equipes saírem a campo, é feito todo um trabalho técnico em cima de mapas e eles apontam onde estão essas áreas de desmatamento irregular”, disse.

Secretario Sedam, Elias Rezende de Oliveira, disse que após o levantamento que os técnicos realizaram no pátio, é verificado o que está no DOF e a divergência que haver entre o sistema e o pátio da madeireira. “Encerrada essas atividades, e sendo constatadas irregularidades, a madeireira pode ser fechada e multas serão aplicadas. Há indícios de irregularidade no pátio visitado, algumas espécies de roxim aparentemente não tem origem legal”, finalizou.
da Redação

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